Utilizando OKR na vida pessoal


O primeiro contato com essa ferramenta aconteceu em treinamentos realizados pelo mundo corporativo e logo foi possível perceber o alto potencial para utilização não só para objetivos e metas profissionais, mas também na vida pessoal. Os resultados tem sido muito satisfatórios fazendo essa adaptação a pouco mais de dois anos, pude terminar uma dissertação de mestrado, melhorar minhas interações em casa e definir o ousado OKR de chegar na faixa preta de Jiu Jitsu.


Não é pretensão deste pseudo artigo explanar sobre a fundamentação teórica do framework (há autores que também chamam de métodos ou sistemas). Para isso você pode consultar o livro Objectives and Key Results: Driving Focus, Alignment, and Engagement with OKRs do Paul Niven e Ben Lamorte, se preferir fontes em português, pode verificar o livro OKRs - da Missão às Métricas: Usando as OKRs para criar uma cultura de execução e inovação na sua empresa do autor Francisco Melo. Há também artigos tratando do assunto, achamos esse artigo bem interessante da Teresa Maciel e Daniel Arcoverde, intitulado Gestão por Objetivos e Resultados com OKR, além de várias outras fontes e livros que existem no mercado e na internet.


Neste texto, este autor gostaria de demonstrar aos leitores sua interpretação acerca da aplicação de OKRs na vida pessoal e instigar o leitor a também fazer uso da ferramenta, seja em âmbito profissional quanto no pessoal.


Comecei a utilizar o framework em minha dissertação de Mestrado, onde meu objetivo principal era finalizar a escrita do trabalho em nove meses, a época faltavam doze meses para minha defesa. Identifiquei as atividades necessárias e as dividi em marcos de entrega ou OKRs menores. Nesse contexto é preciso introduzir uma questão: um OKR pode ser estruturado baseado em atividades e também baseados em resultados. O ideal, em meu ponto de vista é utilizar as duas abordagens em conjunto, e foi o que trabalhei no contexto o qual estava inserido, minha dissertação de mestrado. Como? Explico a seguir:


Segmentei o objetivo principal em objetivos menores.


OKR1 - Dissertação Finalizada


OKR 1.1 - Desenvolver Revisão Sistemática da Literatura (8 semanas)

Kr1 - Pesquisa e leitura de 100 artigos (2 semanas)

Ponto de controle: Leitura de 10 artigos por dia (Sim, guardadas as proporções meu controle era diário, e eu poderia acender alertas)

Kr2 - Seleção e resumo dos artigos (2 semanas)

Ponto de controle escrever no mínimo uma página da sessão referencial teórico

Kr3 - Finalizar a escrita da revisão respondendo as perguntas e o objetivo de pesquisa (4 semanas)


OKR 1.2 - Desenvolver capítulo metodologia

OKR ...


Os exemplos acima são parte do todos. São parte dos OKRs que fiz para conseguir o resultado final, ou seja, esses foram os OKRs baseado em em atividades, que serviram para alcançar um resultado, por quê? Porque eu não poderia perder rendimento ou deixar de fazer nenhuma das atividades explicitadas nos Krs 1, 2 e 3 se quisesse alcançar o OKR 1 que era o meu resultado principal.


Por outro lado é importante frisar que as atividades quando mapeadas e escolhidas de forma equivocada, podem influenciar no seu resultado e por isso muitos indivíduos preferem fazer os seus OKRs baseados em resultados, assim não ficam limitados as atividades mapeadas e podem inovar no que diz respeito a executar quaisquer atividades que ajudem a chegar no resultado esperado. A armadilha nesse modo é que fica mais complexo e difícil medir a evolução e quanto perto do seu objetivo você está. Por isso eu particularmente prefiro estruturar baseado em resultados e atividades.


Você pode utilizar OKRs para qualquer objetivo que desejar alcançar, basta querer e entender como funciona o Framework, ou método ou sistema (como você preferir chamar). Espero que tenham gostado, se quiserem trocar ideias é só deixar o seu comentário.


Aldo Rocha




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