A influência do SCRUM e Design Thinking na performance de professor da educação superior

O ano é 2002, nosso personagem entra na faculdade, havia passado todo o ensino médio olhando para a frente e vendo professores discursando por horas e horas. No primeiro ano do que achava que seria a virada de chave, se decepciona por perceber que o mesmo método é aplicado também na faculdade, pouca ou nenhuma prática; E inovação do modelo de ensino, nem pensar. Mas Ok, essa geração ainda não estava tão conectada.

Quase dez anos depois, após algumas experiências no mercado de TI ele seria convidado para atuar do outro lado, agora como professor. Seria um desafio e tanto, tendo em vista que era um crítico da academia devido ao caráter teórico e pouco prático. Na posição de professor não gostaria de ser mais do mesmo, e então levava exemplos reais para a sala de aula, mas jamais abandonava os slides.

Nas primeiras aulas os alunos gostavam do discurso, mas logo depois já cansavam, pois o método acabava sendo o mesmo exemplos da vida real mas explanação a partir de slides teóricos e no máximo alguns exercícios. Aquilo ficou na cabeça daquele professor por anos, como motivar e engajar os alunos? Não descobrindo naquele momento resolve dar um tempo da docência e continuar apenas no mercado.

Entre vários projetos vivenciados, conheceu duas ferramentas: o um processo de inovação chamado Design Thinking e um framework para gestão de projetos chamado SCRUM. Muito mais que processos ou métodos, as duas novas descobertas traziam muito mais do que simples atividades, provocavam uma mudança de mentalidade.

Foi quando em 2019 nosso personagem volta para as salas de aula de graduação e pós graduação já com uma nova mentalidade e um desafio muito maior que é engajar e motivar uma geração totalmente conectada, imediatista e que dispersa na velocidade da luz.

Assim como software o aprendizado não é tangível, ou seja, você não tem como saber se seu aluno está aprendendo a matéria, e antes que você retruque, eu já adianto, não, prova não mede conhecimento, fato!

Encontrado o primeiro "algo em comum" entre os projetos os quais o personagem estava envolvido na área de TI com sua nova realidade como professor. Ficou a pergunta, o que poderia ser aproveitado do mundo de projetos e produtos de software? O que está dando certo lá que poderia ser transferido para o mundo da docência do ensino superior? E a resposta veio Design Thinking e SCRUM .... Bora lá então.

A etapa de desenho, planejamento e estruturação de uma educação diferenciada baseou-se nos pilares do SCRUM:


TRANSPARÊNCIA: o aluno precisa entender como será avaliado, como você passará o conteúdo, como ele deverá interagir nas aulas.


" O que é combinado não sai caro"

Como assim? Se seu aluno conhece as regras do jogo, ele jogará conforme especificado.


INSPEÇÃO: Um dos maiores desafios para o professor é personalizar o ensino, por quê? Simplesmente porque é humanamente impossível você personalizar o ensino para 100, 200 ou até 300 alunos. Mas no pilar da inspeção, você precisa conhecer e medir quais métodos estão funcionando e aí você se conecta ao terceiro pilar, que é;


ADAPTAÇÃO: O pilar da adaptação é o pilar que costumo dizer ser o do PROPÓSITO do professor. Porque há casos onde o professor simplesmente ignora que os métodos utilizados não estão dando certo e continua a fazê-lo, pelo fato de que "dá trabalho" mudar. Se o propósito do professor não for entregar o melhor ao seu aluno, sinceramente é melhor rever a profissão.


Baseado nos pilares do SCRUM, nosso professor resolveu ouvir os interessados para ter insights de como resolver o problema.



A partir das informações coletadas rodou as atividades do processo de Design Thinking:



EMPATIA: divergir para entender o problema junto ao cliente;


DEFINIÇÃO: convergir para conhecer e definir o problema;


IDEAÇÃO: divergir novamente para gerar as ideias;


PROTOTIPAÇÃO: convergir para prototipar a melhor ideia gerada


TESTAR: aplicar para testar e mensurar os resultados.

O vídeo a seguir traz algumas das ideias testadas em campo e validadas com os alunos:


É suficiente gerar e testar as ideias?

Não! É preciso inspecionar os resultados e claro, se adaptar até que pelo menos a maioria do grupo de "clientes" esteja satisfeito, pois 100% é uma tarefa muito difícil, veja:

Para alguns clientes, nada do que você fez irá deixá-lo satisfeito, veja:


Mas são esses que fazem com que a inspeção, adaptação e inovação, sejam tão prazerosos de serem utilizados também na sala de aula.


Costumo dizer que não existe bala de prata, todo conhecimento pode ser aproveitado e reutilizado, tudo depende do contexto. Sim, fui influenciado pelo SCRUM e Design Thinking para estruturar minhas aulas. By the book? Jamais!


#Vamoprotopo #makereducation


Aldo Rocha


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